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Ações práticas da ABORL-CCF diante da saúde suplementar

Após a publicação do meu último texto sobre a complexidade da saúde suplementar, recebi muitos comentários de colegas. Fico feliz em ver que o tema despertou interesse, porque sei o quanto ele impacta a nossa prática médica. Alguns colegas me perguntaram: “Mas, na prática, o que a ABORL pode fazer diante desse cenário?”

Essa é uma ótima pergunta. E a resposta começa pelo reconhecimento de que nenhuma sociedade médica, sozinha, tem força para mudar regras de um sistema tão complexo. Mas a ABORL pode — e deve — exercer um papel fundamental em três frentes:


Representação ativa

É nosso dever estar presentes junto às agências reguladoras, ao legislativo e às instâncias de negociação com as operadoras. Só assim podemos defender a liberdade do médico e a qualidade da assistência ao paciente.


Produção de conhecimento técnico

Precisamos gerar dados, relatórios e análises que mostrem, com clareza, os efeitos das medidas impostas pelas operadoras. Informação bem estruturada fortalece os argumentos da especialidade e dá legitimidade às nossas reivindicações.


Aproximação com a realidade local

Pretendo criar uma comissão que reúna representantes da ABORL e das sociedades estaduais. Essa estrutura permitirá acompanhar de perto os problemas vividos nos diferentes estados, dando voz às demandas locais e construindo respostas mais ágeis e conectadas com a realidade de cada região.


Em resumo: a ABORL precisa estar um passo à frente, e não apenas reagir. É isso que garante que a nossa voz seja ouvida e que possamos proteger tanto a autonomia médica quanto o direito do paciente a um atendimento de qualidade.

Esse é o compromisso que trago para esta eleição. Juntos, podemos construir uma atuação mais forte e estratégica para a otorrinolaringologia.

 
 
 

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